15/04/2011

Foxconn no Brasil

Os planos da fabricante taiwanesa de componentes eletrônicos Foxconn de investimento no Brasil, com direito à geração de milhares de empregos, são encarados com certa desconfiança.

Segundo afirmou nesta quinta-feira o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, o investimento de US$ 12 bilhões (cerca de R$ 19 bilhões) no país para os próximos cinco anos envolveria a construção de uma “cidade inteligente” que daria emprego a 100 mil pessoas, um número considerado alto demais pelo presidente da Abinee (Associação Brasileira das Empresas Eletroeletrônicas), Humberto Barbato.

O projeto apresentado na terça por Mercadante, que integra a comitiva da presidente Dilma Rousseff na China, cita que 20 mil desses postos de trabalho a serem gerados em função do investimento da companhia no país serão destinados a engenheiros e 15 mil a técnicos especializados, relata a AFP.

A agência diz que a implantação terá duas fases. A primeira, que começará neste ano e irá até 2013, envolverá a produção de componentes para telefones celulares, notebooks, tablets e monitores de escritório, e posteriormente, entre 2014 e 2016, envolverá a produção de aparelhos de TV de alta definição.

Maior exportador da China, com faturamento de 100 bilhões de dólares ano passado, a Foxconn possui um milhão de empregados, metade deles em Shenzhen (sul), na fronteira com Hong Kong, unidade que ganhou a desagradável fama de “fábrica dos suicídios”.

Em comunicado oficial, a Foxconn confirma estar em processo de análise para um investimento no Brasil, mas diz depender de um aval do seu conselho diretor e de autoridades relevantes para anunciar o projeto.

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