19/01/2017

Não existe projetos sem pessoas.

Vamos falar um pouco sobre pessoas: desempenho e engajamento. Sinceramente, com toda minha experiência profissional (como gerente, coordenador ou até mesmo analista) não há coisa mais complicada do que manter uma equipe engajada e com bom desempenho. Se isso vai mal, com certeza teremos um projeto sem sucesso, que entregará um produto/serviço mal desenvolvido.

É simples: sem pessoas de sucesso, não há projeto de sucesso. O primeiro está diretamente ligado ao segundo e pra manter essa sinergia o gerente de projetos precisa planejar junto com a sua equipe, ele precisa estar próximo a ela. Quando se gerencia qualquer coisa, até mesmo o seu tempo, você está lidando com pessoas, mesmo que ela seja apenas você mesmo. Sem pessoas, não há projetos. Portanto, aqueles gerentes que apenas cobram prazos, porque aprenderam no cursinho de gerência que isso gerava resultados, está perdendo o melhor da vida e do projeto, como o contato com o outro, conhecer outros pontos de vista e realmente formar uma equipe.


Quando uma equipe é bem aproveitada revela talentos que agregam valor ao projeto e entregam um resultado com melhor qualidade. A arte está em saber lidar com as diferenças e trabalhar para manter o engajamento da equipe, buscando o foco nos resultados e entregas. Agora vem a má notícia: "não há receita de bolo" para isso. Cada equipe tem seu perfil, cara profissional sua personalidade... e isso muda constantemente. Lidar com egos, jogos de interesse e até mesmo problemas pessoais: isso é uma arte que o chefe da equipe precisa trabalhar.

Uma pesquisa da consultoria Deloitte, chamada “Tendências Globais do Capital Humano” realizada com 2,5 mil líderes de recursos humanos de 94 países, sendo 40 brasileiros, mostrou que no mundo apenas 13% dos funcionários estão ativamente engajados.

A pesquisa aponta ainda que 86% dos líderes de RH e negócios no mundo acreditam que não há um sistema adequado de liderança nas empresas e 79% deles dizem que existe um grande problema de engajamento e retenção.

No Brasil os dados são ainda mais alarmantes - 98% dos gestores disseram que é necessário desenvolver a liderança e 95% estão insatisfeitos com os programas da empresa na área de retenção e engajamento.

Na minha opinião, os gestores precisam parar com a mania de cobrar o mesmo desempenho de todos por igual. Cada um tem sua maneira pessoal de reagir a estímulos e executar suas tarefas. Outra coisa importante é entender que "O exemplo vem de cima". Essa famosa frase é extremamente importante na gestão de equipes. Fato: se tem um chefe fanfarrão, terá uma equipe fanfarrona. Um líder que defende sua equipe, que demonstra engajamento e chama as responsabilidades tem mais facilidade de extrair um desempenho exemplar dos profissionais subordinados. Mais um ponto: é preciso entender que engajamento e desempenho não deve ser exigido todos os dias: seres humanos são falhos e sensíveis a emoções diversas. Bom líder é aquele que escuta e sabe está próximo do seu funcionário, até mesmo quando o problema é pessoal. Às vezes, um bom papo informal resolve o problema.

Bom, é isso.
E ai? O que você, como gestor, está fazendo para manter a sua equipe engajada?


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