05/07/2012

Ghost Recon: Future Soldier


Há cerca de 5 anos foi lançado o ótimo Ghost Recon: Advanced Warfighter 2, conhecido também como GRAW2. A série Ghost Recon foi pioneira na adaptação dos livros políticos de Tom Clancy, assim o game ganhou uma narrativa mais forte, como vista em seriados ou filmes.

Os fantasmas estão de volta!
Se a história de GRAW já era boa por si só, a jogabilidade nos brindou com muita coisa que hoje podemos ver em vários jogos - mas será que depois de tanto tempo essa série pode voltar e ainda conseguir um lugar na sua prateleira em pleno 2012? Isso você vai descobrir nas próximas linhas.

Ghost Recon: Future Soldier traz exatamente o que diz no título. O game nos coloca no controle de soldados do futuro e com armas também futuristas. As missões continuam exigindo o máximo dos fantasmas (soldados da série), afinal como sabemos, se a missão falhar o governo negará qualquer conhecimento de nossas ações.
A história gira em torno de uma equipe de fantasmas que está sendo eliminada em uma simples missão. Com isso começa uma investigação e uma série de perseguições pelos cinco continentes. O enredo é realmente ótimo, arrisco dizer que acertaram a mão com a trama deste game, de maneira que o próprio Tom Clancy deve se sentir orgulhoso.

Logo no início da partida percebemos que o ritmo mais pausado dos games anteriores deram lugar a um mais rápido e dinâmico. Mas não se preocupe com isso, pois mesmo assim a série continua tática e não perde o que de melhor tinha no passado. A diversão aqui vai ser divina e os jogadores vão tentar ser verdadeiros fantasmas no campo de batalha.

Vamos invadir sua praia!
Future Soldier mantém a mecânica dos jogos anteriores. Vemos o personagem em terceira pessoa e quando vamos disparar nossas armas a visão muda para primeira pessoa, algo que sempre agradou aos fãs. Sem falar que ver o personagem na tela ajuda até na imersão da história. Isso tudo acontece de maneira singular e muito rápida. Não pense você que irá morrer entre a mudança de visão, isso não acontece. O sistema de cobertura também está de volta e mais aprimorado - lembrando que achar um bom lugar para se esconder é essencial para o sucesso nas missões.

Se até aqui tudo parece mais do mesmo, não se deixe enganar pois ler está muito longe de jogar. Tudo está funcionando perfeitamente no game, tente colocar a cabeça para ver se tem algum inimigo próximo ou falhe ao se locomover de uma cobertura para a outra. O game te castiga com uma chuva de balas que atrai ainda mais inimigos para a sua posição.

Equipamentos cada vez mais avançados
Uma outra mudança muito bem-vinda e um pouco arriscada acontece nos comandos que podíamos dar à nossa equipe. Aqui a inteligência artificial é responsável pelas atitudes dos outros combatentes. Sim, poderia dar errado, porém eles não são burros e agem conforme você age. Podemos marcar um inimigo e dar a ordem de ataque, sem falar das inúmeras possibilidades que isso gera no game, chega a ser complicado explicar em palavras sem se prolongar demais. Não pensem também que tudo é complicado demais, as coisas vão acontecendo de maneira bem tranquila, e contar com a IA dos parceiros é motivador por incrível que pareça. Mas se mesmo assim você não confiar muito na IA, pode optar por jogar a campanha com até quatro jogadores no modo cooperativo.

Sobre a seleção de armas, o game já faz tudo automaticamente para você antes de cada missão. Mas se resolver mudar seu arsenal, teremos mais diversão ao entrarmos no mundo da tecnologia. Por exemplo, você escolhe uma arma, o tipo de cano, mira e o que você imaginar, alem dos modelos já pré-definidos. Fazer isso com Kinect é bem legal - o Move do PS3 funciona bem também. Fora isso que já temos no menu, temos granadas que mostram a posição do inimigo, drones que podem ser usados em terra firme ou até mesmo no ar. Quem jogou as versões anteriores vai se sentir em casa.

Que tal falar um pouco dos gráficos? Como estamos no futuro o game está sempre tentando impressionar de alguma foram, como por exemplo nos óculos que usamos e que nos dá acesso a muitas informações. É bom vermos o tom militar da série tão evoluído, nos levando a missões em várias regiões como África, América do Sul, e até Europa onde nos infiltramos em bases militares. Tudo isso com detalhes bem legais - não são os gráficos mais bonitos da geração, mas eles cumprem mais do que bem o papel no jogo que não tem quedas de frames.

A câmera também leva um destaque aqui, pois ela é sim sua aliada a todo momento (parece que a galera esta acertando a mão com câmeras ultimamente), mesmo encobertos sabemos onde está o inimigo, o balanço e os efeitos só ajudam a mostrar o impacto visual que o game tem.

O modo multijogador não pode ser injustiçado, pois ele é um exemplo de diversão. Ele tem um diferencial bem legal, além dos modos testados no beta, ele possui um chamado de guerrilha, que nada mais é do que uma versão tática do "horde mode" consagrado por Gears of War. É muito legal conquistar as zonas de conflito com os amigos. Simplesmente viciante.

Ghost Recon: Future Soldier é um exemplo do que ainda pode ser feito com uma série que ficou tanto tempo fora do mercado. A Ubisoft mostrou-se muito competente e nos brinda com este ótimo game, que foge um pouco dos famosos FPS. Possui algumas falhas aqui ou ali, é verdade, mas nada muito grave. Mesmo um pouco parecido com as versões anteriores na gameplay, ele merece sim uma jogada, seja por fãs ou por novatos na série.

Abraços e até o próximo post.

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