02/01/2012

A teoria da conspiração para a morte do Flash - parte I

Neste primeiro capítulo, eu irei falar sobre um grande complô dos gigantes da web, junto com o W3C (Consórcio que desenvolve os padrões da web) contra o plugin da Adobe, o Flash. Nos próximos capítulos desta saga, eu poderei demonstrar como poderá ser a vida sem utilização do Flash.

O Flash veio de softwares que foram desenvolvidos para desenhos sem animações. Depois disso Jonathan Gay trabalhou incansavelmente para desenvolver programas que tivessem alguma interatividade e animação. O Intellidraw, além de desenhar, poderia adicionar comportamentos interativos a esses desenhos. Mas, mesmo assim, os programas eram difíceis de serem manipulados, pois eram feitos com joysticks e depois utilizaram canetas que desenhava em mesas (boards). Da necessidade de uma ferramenta que pudesse ser mais acessível, surgiu o Smartsketch, que trouxe uma melhor maneira de se desenhar no computador e estabeleceu grande sucesso num mercado que era dominado pelo Adobe Illustrator e Macromedia Freehand.

Em 1995, a Futurewave recebeu retorno de vários usuários para tornar essa ferramenta em uma ferramenta de animação, mas o mercado de animação era muito pequeno. Nesse mesmo tempo surgia a internet, um mercado muito promissor para esse tipo de ferramenta. Pensando nisso, começaram a aprimorar o Smartsketch, visando colocar animação e usar Java para renderizar um player de web. A partir daí, o Smartsketch se tornou um programa totalmente voltado para animação e mudou de nome para "Cellanimator". Porém, temendo ser confundido somente com um software de criação de cartoon, ele mudou o nome para Future Splash Animator.

Em novembro de 1996, a Macromedia se juntou com a FutureWave e, em dezembro do mesmo ano, a Macromedia adquiriu a companhia, e o Future Splash Animator se tornou o Flash 1.0. o Flash possui vários tipos de animação, sendo elas: Interpolação de Movimento e de Forma e a quadro a quadro.

Em 2005, a Macromedia foi vendida para a Adobe por US$ 3,4 bi e quem ficou com o dinheiro deve estar rindo a toa nestes últimos meses pois as gigantes já estão sem suporte ou informam que não darão mais suporte ao Flash em seus navegadores.

A união das duas gigantes do setor traz novidades muito agradáveis para o Flash. Em março de 2007 é lançado o Adobe Flash CS3, nona versão do software e primeira produzida pela Adobe. O Flash CS3 integra a Adobe Creative Suíte 3, passando a ter compatibilidade total com softwares da Adobe como o Adobe Illustrator ou Adobe Photoshop. A atual versão dos softwares da Adobe são da família Creative Suite 5, que contém o Flash CS5 com diversas novas ferramentas para animação.

Porém, nos últimos anos, Google, Microsoft, Apple, Opera, entre outras empresas estão se unindo para derrubar de vez o Flash que é um padrão fechado para a web. Um plugin que tem que ser carregado no navegador para ser visualizado com a instalação do Adobe Flash Player para a web.

Hoje em dia, um dos fatores de mais importância no posicionamento em um site em sites de busca é a velocidade. Se você constrói um site 100% em Flash, dificilmente você ficará bem posicionado no Google, por exemplo, pois robots desses sites tem dificuldade de interpretar o arquivo swf, que é um arquivo binário, diferentemente do html que é um arquivo de texto.

Em abril de 2011, antes de morrer, Steve Jobs escreveu uma carta pública intitulada de "Reflexões sobre o Flash", dizendo que com o advento do HTML5, o Flash não seria mais necessário. Sendo a utilização do primeiro suficiente para exibir vídeos e qualquer conteúdo web.

A Microsoft se antecipou e já informou que a versão 8 do Windows virá sem suporte ao Flash, a Apple já retirou o suporte ao produto no iOS e a Opera disse que vai concentrar seus esforços nos padrões abertos da web, o que não é o caso do Flash. O Google Chrome serguirá pelo mesmo caminho pois já indica outras formas de se fazer a mesma coisa com utilizaçao do HTML5. A própria Adobe, dona do Flash, já informou que descontinuará o desenvolvimento do Flash Player Mobile, se mostrando incapaz de criar um plugin leve, estável e seguro para aparelhos móveis.

Nessa mesma onda, segue o JQuery que é a mais popular biblioteca do JavaScript, utilizada por 41% dos 10 mil sites mais visitados no mundo e que vem sendo considerada por muitos o "matador do Flash" pela sua capacidade de dinamizar um site, devido a sua forma simplificada de interação com o HTML e leveza.

AJAX implementado junto com JQuery combina poderosamente a simplicidade do JQuery em desenvolver JavaScript com as funcionalidades do AJAX, tornando fácil uma requisição ao banco de dados, sem necessidade de atualização de página.



Há na web um movimento chamado "Occupy Flash" solicitando a desinstalação do plugin da Adobe e o site pode ser visitado em no link http://occupyflash.org/.

A tendência para o futuro é que novas tecnologias ou melhoria nas que já existem estão por vir e vão cavando a cova do Flash que ficará na história causando um rebuliço para se refazer o que já estava feito. Afinal, as empresas que tem site 100% em Flash não vão querer ficar de fora do mercado e quem investiu somente em Flash, terá que aprender outras tecnologias pois não terá mais mercado para trabalhar.

Se você concorda ou discorda com a morte do Flash, não deixe de opinar. Obrigado a todos e um Feliz 2012!

Fonte (sobre a história do Flash): Wikipédia.

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