30/05/2011

Pirateiem meus livros, pede Paulo Coelho

O escritor Paulo Coelho publicou um texto, neste domingo, defendendo a livre circulação de ideias em detrimento de regras "gananciosas" de direito autoral.

No texto publicado no jornal Folha de S. Paulo, o escritor brasileiro mais vendido no mundo disse que ao longo de sua vida a pirataria só ajudou a divulgar sua obra e atrair novos fãs e leitores. Coelho traçou paralelos entre os evangelistas da Bíblía e os revolucionários russos do início do século XX.

Na avaliação de Coelho, estas pessoas tinham como preocupação não ganhar dinheiro, mas sim fazer suas ideias circularem. Ao espalhar seus textos livremente, ajudaram a mudar o mundo com suas ideias, o que talvez não fosse possível se cobrassem direitos autorais de quem os quisesse ler.

O escritor diz ainda que artistas precisam de dinheiro para sobreviver, mas defendeu que a não restrição de suas obras é a melhor forma de divulgarem suas ideias e, consequentente, atraírem receita. "Quando você come uma laranja, precisa voltar para comprar outra", anotou.

Paulo Coelho mantém na internet um site que incentiva o pirateamento de seus livros, o "Pirate Coelho" com links para serviços de torrent e trocas de arquivos peer to peee de PDFs. Coelho definiu os críticos da livre circulação de ideias com as palavras "ignorância" e "ganância".

Nesta semana, um encontro com líderes do G8, o grupo das maiores economias do mundo, defendeu que a internet seja livre de censura, mas possua vigilância contra abusos, como disseminação de racismo e pedofilia.

No encontro, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, defendeu regras rígidas para a proteção do copyright de obras intelectuais.

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