08/10/2008

Viva o SpamMovél

Spam, que no bom portugês significa; "Enlatado produzido à base de refugo de carnes bovinas e suínas, comercializado em práticas latinhas de alumínio", ou "Fiambrada" para os íntimos, com o surgimento da web ganhou novas conotações e agora significa todo o lixo eletrônico que nos incomoda desde o Windows 3.01. Mas como tudo na web, o spam vem ganhando novas caras e formatos e muitas vezes, tão bem camuflados que nem percebemos isso.

Lógico que as mensagens "direcionadas" não começaram com a internet, afinal recebíamos pelo correio uma infinidade de comunicações dos mais sortidos produtos e serviços que podemos lembrar (ou alguém consegue esquecer os famosos catálogos de produtos). Mas com a facilidade da internet, isso aumentou de uma forma desigual.

O que está me assustando cada vez mais (e vejam que eu sou um publicitário) é a diversificação de mídias que o spam está conquistando agora. Alguém descobriu o celular, digo alguém que manda spam não nós pobres mortais que agora somos cada vez mais "impactados" com esse tipo de mensagem.

O que muita gente não diz, é que existe um orgão regulamentador para as comunicações por celular, a MMA (Mobile Marketing Association) www.mmaglobal.com, que existe justamente para evitar que a febre dos Spam Movéis afete cada um de nós.

O problema é que isso ainda é muito recente e por isso mesmo ocorrem alguns infortúnios. Isso porque, segundo a própria MMA nenhuma pessoa deve receber mais de duas mensagens (seja SMS, MMS) por semana sobre qualquer produto ou serviço excluindo aqueles que a pessoa autorizou isso inclui também mensagens de operadoras!

Ultimamente tenho visto que isso passa um pouco longe da realidade, não somente pela quantidade de mensagens que recebemos sem solicitar, como o que eu acho o mais preocupante, a venda dos nossos queridos números a terceiros.

Digo isso por experiência própria. Ontem (num dia pouco corrido) dentre mil emails e telefones, meu Nextel me chama. Quando dei por mim era uma atendente de telemarketing (a profissão mais odiada que barata nos dias de hoje) tentando me vender um serviço de rastreamento por satélite.

Vejam, eu não autorizei ninguém a fornecer meu ID. A Nextel ou qualquer outra pessoa ou empresa não me informaram que meu número poderia ser comercializado e no fim das contas lá estava eu ouvindo via rádio a pobre moça falar.

O que quero dizer é que algumas normas, leis e situações simplesmente não existem nem no Brasil, nem em outras partes do mundo ao que parece.

Portanto para nós resta apenas de agora em diante, a lembrança de quando nossos celulares não tocavam para vender algum produto daquele velho catálogo que pensamos ter nos livrado.

E viva o Spam Movél.

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