13/10/2008

Salve minha Loja!

Hoje vou abordar um assunto um tanto quanto delicado. Comunicação em pequenas empresas. Não apenas em publicidade, mas na comunicação como um todo.

O brasileiro é por natureza um povo empreendedor, que sempre busca desafios, tudo bem essa história antropológica todo mundo já está cansado de ouvir. Mas a verdade é que a gente quer mesmo é cuidar no nosso próprio nariz ou nesse caso o nosso bolso. Até ai nada de novo.

Vemos todos os dias lojas e pequenas empresas literalmente pipocarem nos grandes centros. O que preocupa, e que muitos dos novos empresários não levam em conta, é como a sua empresa ou serviço será visto pelos potenciais compradores.

Não estou falando sobre a "cara" do estabelecimento em si (até mesmo porque este é um item importante), mas depois da loja pronta e as portas abertas.

O que acontece muitas vezes é devido ao fato do estilo brasileiro do "eu sei de tudo um pouco", muitas vezes a forma como a nova empresa se apresenta deixa muito a desejar.

Tudo começa pelo nome da empresa e sua marca. Muitas e muitas vezes, o sonho da pessoa em ter seu próprio negócio inicia-se em criar o seu próprio nome e desenhar a sua marca.

Vejam, não há nada de errado nisso, grandes empresas têm seus nomes advindos de seus fundadores (quando não, o nome da empresa é o nome dele mesmo), mas isso geralmente aconteceu nos idos de 1940, não hoje em pelo século XXI. O que isso quer dizer? Não ajuda muito você ter uma linda lanchonete, com atendimento de primeira, lanches incríveis e dar o nome de "Filé Miau".

Outro ponto é a divulgação no estilo "abro as portas e clientes compram" que é justamente a forma padrão que muitos empreendimentos utilizam. Pense comigo; Do que adianta você gastar milhões numa fachada linda, com uma área interna digna de um prêmio de design de interior, se ninguém sabe que você, de fato, existe?

Vejo sempre donos de lojas que depois de tudo feito, pronto e aberto há dois meses aparecem com aquela cara de "Salve-me".

Ai quando você dá soluções, elas sempre são ou muito caras, ou sem necessidade no momento. Ele não pensou que o mármore na fachada também poderia ser muito caro e o porcelanato do piso devia ser um pouquinho só sem necessidade no momento? E com certeza onde iria divulgar a loja quando ela abrisse?

Então o que realmente vale? Um lugar lindo, mas vazio, ou um estabelecimento funcional e que todos na sua região o conheça, visite e compre? Além de uma marca que o cative nisso tudo?

Pense nisso antes de querer montar seu negócio, o nome pode ser seu, mas não custa nada ouvir a opinião de um profissional, de preferência alguém que entenda do que diz não palpiteiros de plantão, ou desenhistas de mão cheia.        

   

2 comentários:

Anônimo disse...

Lucas, o foda é que sempre existe um primo que estudou algo e faz mais barato. Acontece em publicidade, em informática, em direito... .

Marta disse...

O barato acaba saindo caro a londo prazo. Isso é muito comum. A empresa onde eu trabalhava faliu por conta de má administração e falta de visão dos donos.